Escrevo este livro a partir de um lugar que me atravessa todos os dias: sou uma pessoa com transtorno bipolar e ansiedade generalizada.
Durante muito tempo, tentei nomear o que sentia, organizar os excessos, entender os vazios. Só anos depois do diagnóstico — e a partir do encontro entre a escrita e a psicoterapia — é que minha ficha, de fato, caiu.
Este livro nasce desse processo: de me olhar sem fuga, de me reconhecer nos ciclos e de aprender, pouco a pouco, a me respeitar.
Fragmentos de uma pessoa com transtorno afetivo bipolar (TAB) não é um manual, nem uma promessa de superação. É um conjunto de pedaços honestos de quem vive entre a intensidade de sentir e o vazio da existência.